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Leonardo Toledo
Desde suas versões anteriores e agora de maneira mais abrangente nas versões 7.x, o bootloader padrão das aplicações NetOS já conta com alguns mecanismos de recuperação de firmware, entretanto, estes mecanismos só entram em ação, nos casos em que o programa carregado na flash esteja corrompido, e não por intervenção direta do usuário.
Este artigo tem como objetivo fornecer dicas, para que o bootloader padrão possa ser alterado, de forma a permitir a criação de um modo de manutenção, em que seja possível incluir diagnósticos e mecanismos de correção de problemas.
Não se trata de uma solução completa, uma vez que as necessidades desta tela de manutenção tendem a ser específicas para cada aplicação. Nosso objetivo aqui é, sugerir um guia para que o desenvolvedor possa compreender a mecânica das customizações no bootloader.
As dicas aqui apresentadas, têm como objetivo final monitorar durante o boot os pinos 18 e 20 do Digi ConnectME, executando tarefas específicas caso estejam conectados à terra.
O pino 20 ( denominado “/init” ou “Software Reset”) foi previsto para que seja conectado a um botão ou jumper de reset, neste exemplo ele será utilizado para colocar as configurações de rede e senha do equipamento em padrões conhecidos, muito útil em situações em que se deseja corrigir problemas de configuração do equipamento.
O pino 18 é reservado pelo fabricante para testes de fábrica e por este motivo, fica conectado na placa de desenvolvimento ao pino 3 do conector MFG (P5). Neste exemplo ele será utilizado para enviar para a “SERIAL A” uma tela com opções de manutenção. Nosso foco nesta tela de manutenção é fornecer uma opção que permita ao módulo, buscar uma imagem de firmware via TFTP (Trivial File Transfer Protocol) em um servidor remoto e gravá-la em sua memória Flash.
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